quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Eu fitava o teto como se minha intenção fosse identificar e gravar cada milímetro de sua extensão. E ele me encarava da mesma forma, talvez por medo de que eu o devorasse com o olhar, talvez simplesmente pra superar a força e a intensidade de como eu o olhava. Coitado. Se ele soubesse que eu não tava dando a mínima pra ele... Eu o olhava, de fato, mas minha mente estava "arrostando" outras coisas, mais precisamente meu coração.
Duelo. Mente vs coração. Os dois debatiam e expunham seus motivos vorazmente. Razão contra emoção, distância contra carência e mais dezenas de pares de antônimos importantes.
Eu precisava sair desse fogo cruzado interno, caso contrário surtaria.
Levantei correndo da cama que me servia de abrigo para o duelo e fui atrás da minha sensatez em alguma gaveta perdida. Meu Deus! Por quê motivo eu guardei minha sensatez dessa forma?
Achei!!!! Folheia, folheia, folheia... Deuteronômio, Salmos, Provérbios... Doses hiperbólicas de sensatez e equilíbrio. Nossa!
Salmos 73:26 A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre.
Ezequiel 36:26 E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.
Poderia escrever, muito mais dessa sensatez. Muito mais!
Foi então que eu trouxe minha sensatez, minha paz e minha alegria de volta.
O Juíz desse debate nunca errou, nao teria motivos para errar comigo! :D
Agora é agir com cautela. Naõ perder meu valor, minha paz e não me tornar rude.
E tudo far-se-á como tem que ser.
Deus é bom! Deus me ama!
Obrigada!

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